Esse final de semana tive a oportunidade de ir pela primeira vez na edição de São Paulo do Circuito Banco do Brasil, um festival que já se repete há alguns anos em várias cidades do Brasil, e sempre trás grandes nomes da música, sendo esse ano o Kings Of Leon, Linkin Park, Paramore, Panic! At The Disco e alguns outros artistas. Vou contar um pouco da minha experiência musiqueira.

O festival aconteceu no Campo de Marte e como já citamos anteriormente, a capital Paulista carece de um espaço especifico para suportar grandes shows e muito mais para suportar um festival que dura o dia todo. Então para conseguir estacionar o carro já foi um problema, pois não havia estrutura alguma. Comprei o meu ingresso pela internet e retirei na bilheteria no dia do evento, ponto positivo. O serviço foi muito rápido e eficaz tendo até uma entrada diferente sem filas para quem tivesse optado por esse recurso. Em relação a alimentação o festival continha alguns “food trucks” (a moda da vez) que são bastante honestos no que oferecem na questão custo x quantidade. Outra coisa que achei bem legal, foi de ao invés de você depender dos “ambulantes” com preços abusivos, eles forneceram capa de chuva.

Entrei no evento por volta das 13:30hrs porque nesse exato momento estava começando uma das etapas do Campeonato Brasileiro de Skate Vertical, uma junção muito interessante tendo em vista que skate e música sempre andaram lado a lado. Eu como praticante e fã do esporte, não poderia deixar de ver Lincoln Ueda, Rony Gomes e Otávio Neto voando por cima do half-pipe, mas infelizmente na bateria final a chuva atrapalhou o show que a galera apresentava em cima das 4 rodinhas.

skate

A primeira atração principal do evento foi a cantora Pitty que veio quebrando tudo, tocando todos os clássicos da sua carreira dando um ar de nostalgia ao público presente que cantava músicas como “Teto de Vidro”, “Admirável Chip Novo” e outras mais recentes como “Na Sua Estante” e “Sete Vidas”. Confesso que não estava muito empolgado em vê-la ao vivo, mas o show tinha uma pressão absurda da banda, com um rock pesado e bem cru.

pitty

O segundo show e última atração nacional ficou por conta da empolgação do Skank, no meio do seu show foi que a chuva começou a cair forte pelo Campo De Marte, mas isso não desanimou o público e muito menos a banda que emendava hit atrás de hit mantendo a galera pulando, músicas como “Jackie Tequila”, Garota Nacional” são as mais aclamadas, mas a surpresa veio no fim quando Samuel Rosa chamou Marcelo Gross (guitarrista do Cachorro Grande) para finalizar com a clássica “Helter Skelter” dos Beatles.

cbb2014

Já era noite e o festival já estava começando a ficar um pouco intransitável devido ao número de pessoas presentes, com uma média de 80.000 pessoas. Isso acabou afetando na qualidade do som que não se distribuía para as laterais do palco, apenas quem ficava ao centro conseguia ouvir com nitidez os instrumentos e sentir aquela pressão quase que nula do “bumbo no peito”, mas mesmo assim o psicodélico show do MGMT se inicia com um ar dançante mas pouco empolgante. A banda que no meu ponto de vista era a menos popular no festival deixou muitas pessoas entediadas, a não ser quando tocaram os seus três grandes hits “Time To Pretend”, “Eletric Feel” e mais famosa delas “Kids”. De uma visão geral é um show diferente, interessante mas nada empolgante.

mgmt

Com lama nos pés mas já com a chuva dando uma trégua o Paramore entra  no palco e realmente executa o que todos estavam esperando. Ao contrário do MGMT a energia da banda é incrível, os músicos não param pra descansar nem por um minuto, inclusive a apaixonante “frontgirl” Hayley Willians. A banda misturou músicas de todos os seus álbuns deixando um pouco de lado o seu último trabalho, colocando até a música “Decode” pertencente a trilha sonora da saga “Crepúsculo”. Mesmo com muita energia, o show passa por altos e baixos que emocionam, com destaque para a música “Last Hope”, onde da pra sentir Hayley cantando com a alma deitada e rolando pelo chão do palco.

paramore

Chegou o grande momento. Com apenas alguns minutos de atraso devido a um demorado processo de testes nos telões, Kings Of Leon entra no palco, com a música “Supersoaker” primeira faixa do seu mais novo trabalho “Mechanical Bull”. A banda não muito carismática encaixava uma música na outra para não perder tempo dos fãs que aguardavam ansiosamente pra saber qual seria a próxima a ser tocada. Eles realmente deram atenção com um setlist destinado ao fã, com músicas de todos os álbuns e outras nada comerciais como “Cold Desert”. As músicas ao mesmo tempo que faziam o público iluminar o céu com seus isqueiros e celulares, faziam a galera pular sem parar. Dou destaque para “Temple” que mesmo sendo mais nova, foi aplaudida e cantada em coro. “Arizona” criou o clímax necessário para a noite e “Mollys Chambers” deixou todos cansados de tanto pular. A produção audiovisual é um show a parte e o atraso valeu cada segundo, pois os telões conversavam entre eles e com as músicas, misturando as imagens com a sensação de se estar vendo uma edição pronta de um DVD/Blu-ray só que ao vivo. Por fim a banda toca “Use Somebody” e se retira do palco deixando o público insatisfeito, mas momentos depois, volta e toca mais três músicas, encerrando com “Sex On Fire” e agora sim deixando o público mais feliz para voltar para casa com um sorriso de satisfação.

kol

A minha opinião sobre o evento é a de que a atenção e o cuidado com as pessoas ali presentes é muito grande, porém o espaço não é ideal para o posicionamento e acústica do palco, deixando o som um pouco a desejar. Porém com relação à performance das bandas, só tenho a elogiar. Fez valer cada centavo pago! Um beijo no coração e tenham uma boa vida.

  • Marina Montanheiro

    A Hayley canta com a alma em todas as músicas, me deixou impressionada e ainda mais apaixonada pela banda que foi super presente na minha adolescencia e que resgatei a pouco tempo! O Paramore é uma aula de presença de palco e carinho com o público!! Uma pena a qualidade do som não fazer justiça a qualidade da banda.. 🙁

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