Saudações Musiqueiro de Plantão!

Ainda não consegui digerir toda a adrenalina em formato de Rock n Roll que o Foo Fighters trouxe para São Paulo na última sexta-feira chuvosa, mas vou tentar traduzir em palavras essa experiência musical.

KAISER CHIEFS

Infelizmente perdi o show do Raimundos pois não consegui chegar a tempo, foram a primeira banda a tocar e começaram por volta das 19hrs. Mas logo em seguida vieram os Kaiser Chiefs, que é uma explosão de energia no palco. Com um som menos “porrada” que o headliner, eles levaram o público a dançar com a sua vibe. O vocalista Ricky Wilson não para por um segundo e isso acaba animando até quem ta por ali perdido e não conhece a banda. O Kaiser Chiefs está na turnê para divulgar o seu mais recente álbum “Education, Education, Education & War” que tem o single “Coming Home” tocando pelas rádios nacionais. Sem muita surpresa, os grandes momentos do show foram os hits “Ruby” e “I Predict A Riot”, a banda cumpre seu papel muito bem e sai do palco deixando o público eletrizado para receber a grande atração.

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FOO FIGHTERS

As luzes se apagam e acende o letreiro com o nome da banda escrita na tipografia de “Pixo”, uma homenagem singela e com a cara de São Paulo. Já que a ideia do último álbum “Sonic Highways” é ter a essência de cada cidade traduzida em música, nada mais justo que fazer isso na turnê.

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A primeira música é o single “Something From Nothing” que mistura rock, blues e funk, uma junção de vários gêneros que já mostrando o que a banda vai trazer durante a noite. O primeiro grande momento do show veio logo na segunda música, com o flahsmob organizado via redes sociais pelos fãs de simular o clipe da música “The Pretender” e atirar papel vermelho picado no ar, que misturado as luzes, garoa e vento deu um efeito no ápice da música.

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Após isso vieram hit atrás de hit, porrada atrás de porrada, Dave Grohl é um show, fazendo piada com os fãs durante todo o tempo. Quase na metade do show eles fazem a clássica apresentação da banda acompanhada de um solo, cada um deles fazem um pedaço separado de “Tom Sawyer” do Rush e Dave brinca dizendo que eles não tem capacidade de tocar uma música inteira da banda, a não ser pelo extremamente técnico baterista Taylor Hawkins. No fim da apresentação o frontman diz não saber fazer solos e começam a tocar um trecho de “War Pigs” do Black Sabbath.

O segundo e último flashmob aconteceu durante o “improviso” no meio da música “Monkey Wrench” no qual todas as pessoas possíveis do estádio acenderam as luzes do celular criando assim, um visual incrível. Imagine-se estar no palco neste momento, e sendo o centro de tudo isso…

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Pra acalmar os ânimos o show contou com um set acústico, e nessa hora tivemos uma grande surpresa. Tudo pareceu bem ensaiado mas mesmo assim foi impactante. Dave chama um fã e ainda diz “Se você vai fazer isso, irá fazer agora e aqui em cima seu filho da P***!” Neste momento o fã sobe ao palco para pedir sua noiva em casamento com o Morumbi lotado. Por sorte do rapaz, ela aceita e a sessão acústica continua.

Como se não bastasse cantar todas as músicas, o momento de êxtase do show foi quando a banda sobiu no meio da passarela para o intitulado “palco B” para finalizar “Times Like Theese” que havia sido começada por Grohl. Esse momento mais intimista foi para que a banda tivesse seu momento de “diversão” no palco e revisitasse a história do rock tocando clássicos. Kiss, The Faces e Queen estavam nessa lista e foi surpreendente ver o Foo Fighters tocando covers ao vivo. Detalhe para o palco que girava a cada música tocada.

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Chegamos ao momento final do show, no qual no meio de duas músicas de seus trabalhos mais recentes rolou a trinca perfeita, “All My Life”, “Best Of You (a melhor música do show na minha opinião)” e a finalíssima “Everlong”.

A turnê Sonic Highways tem um show que passa por toda a história do rock tocada por uma banda que tem exatos 20 anos e já escreveu muitos capítulos dessa mesma história. Espero de coração que todo musiqueiro de plantão possa algum dia ver essa tempestade ao vivo.

Tenha uma boa vida!

  • Rômulo Metal

    Bela resenha. Acredito que tenha sido um show perfeito. Apenas discordo da última colocação. Em um livro sobre a história do rock não creio que o Foo Fighters teria algum capitulo. Talvez uma breve citação no capitulo mais recente. :p

    • Bruno Hiago

      Obrigado Mr. Rômulo Metal, pensa em algo matemático, o rock começou a surgie em meados dos anos 1950 e estamos em 2015, logo 2015-1950 = 65, uma banda que tem 20 anos merece um bom capítulo ainda mais onde está.
      É nozes cantando os crássico do Gessinger, tenha uma boa vida!

      • Rômulo Metal

        Mas o importante não é idade e sim relevância e influência… Quantas bandas de 50 anos de carreira que passaram batido? Mas enfim… Gessinger sempre! <3

  • Douglas

    Ótima resenha mesm! Mas discordo do Rômulo, com relação ao livro e a banda possuir um capítulo… São 20 anos de estrada e não existe na parecido com o Foo Fighters. Eles sao eles e ponto. Goste ou não. Já do show, infelizmente acompanhei apenas o show do Rio pela TV, a impressão é totalmente diferente, porém uma puta show, a única coisa que não gostei foram exatemente os covers, não ficaram bem tocados, e o Taylor, cantou muito mal e sem compromisso, acho que é uma certa mancada, inclusive na música cold day int he sun, foi péssimo. As vezes no show em SP, foi melhor. Mas foi um puta show com certeza!

    • Bruno Hiago

      O Taylor realmente não é um bom cantor, mas acho que tanto essa parte dele assumir os vocais quanto aos covers faz parte da “diversão” em tocar citada pela banda, acho que humaniza um pouco o show.

  • William Borges

    Caras, estive no show em Sampa. Inclusive no do Raimundos, que continua com a mesma pegada. Foi bem legal para alguém da minha geração (quase 30) que cresceu ouvindo os caras, ver eles ao vivo e acompanhados por um coro de quase 30 mil cantando junto. De arrepiar.
    Já quanto ao show do Kaiser Chiefs não acompanho a empolgação do Bruno. Foi legal e só. Pra mim o mais fraco dos três.
    Agora o Foo Fighters… Putz, foi sensasional. Energético. Não há outra palavra que descreva melhor. A banda é muito boa tecnicamente e fez uma sonzera do car…. Mas “punhetação” à parte, o show é porrada atrás de porrada. Foram três horas que passaram voando. A química entre os membros é percebida de longe. E sem falar no Dave, que parece amarradão a cada música. Além de (inteligentemente) baixar a adrenalina da galera com piadas, batendo papo e quando estamos distraídos vem outra paulera que levanta a platéia. E os covers. Mal acreditei quando tocaram Under Pressure, minha preferida do Queen. Não me considerava fã da banda antes do show, mas entrou para o meu top 10. Mesmo minha noiva, que nem é tão fã de rock curtiu bastante a “experiência audiovisual” do show.
    Por fim, quero só deixar meu breve comentário quanto à importância do Foo Fighters na história do rock. Concordo que se comparados com bandas “formadoras do rock” como Rolling Stones, Beatles, Led Zeppelin, dentre (muitas) outras o Foo Fighters pareça pequeno. Mas a comparação é injusta, pois eles não são pioneiros, criadores do gênero e sim o resultado desses quase 70 anos de rock. Pra mim a grande importância deles é a de se manterem ativos após 20 anos, fazendo música de qualidade e representando o rock, em um cenário carente de bandas que toquem “rock de verdade”.

    • William Borges (correção)

      Nota: leia-se “sensacional” na quarta linha. Saiu errado.