Ed Sherran é, atualmente, um dos maiores exemplos de cantor com uma ascensão meteórica em sua carreira. Com seu som e identidade completamente focados no mainstream, o cara já tem Grammys na mala e foi considerado o artista do ano de 2014 pelo Spotify. Ontem foi seu primeiro show em solos brasileiros.

Como me apresento no formato acúsitco, assim como Sheeran, estava muito empolgado para observar e aprender com a performance de Ed, que se iniciou pontualmente no Espaço Das Américas. Quando Ed pisou no palco, o som foi ensurdecedor. Milhares e milhares de garotas de várias idades com seus gritos, chegando até mesmo a gerar uma certa cegueira momentânea de tanto barulho. Aos poucos surge a figura, vestido com uma camiseta da seleção brasileira e a bandeira do país em mãos.

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O que mais chama a atenção quando está sozinho no palco, é como acrescenta as camadas de sons nas suas músicas. Com a ajuda de um pedal Loop Station, ele utiliza diversos sons além das notas, o barulho dele batendo no violão, usando beatbox e as vezes apenas as palmas, que no resultado final acaba soando como uma banda de 30 músicos.

Durante o show o repertório misturou músicas de seus dois álbuns sendo eles o “+” e o “X” , trilhas de filme como “I See Fire” do filme “O Hobbit” e “All Of The Stars” de “A Culpa é das Estrelas”. Ed ainda flerta com cover clássicos de artistas de respeito como Stevie Wonder. O grande momento do show foi na música Photograph, que surpreendeu em como as texturas das vozes gravadas ali mesmo por Ed criaram um ambiente e uma imersão gigantesca, contando com a ajuda de 4 telões que se dividiam em imagens que traduziam o que as letras estavam dizendo.

No fim, imaginei que poderia me emocionar mais com essa apresentação devido ao fato das letras serem fortes e falarem de tragédias, vícios e amor. De modo geral o show segue com a mesma linha, salvo para músicas em que o Rap toma conta como “You Need Me, I Don’t Need You” e existe uma empolgação maior.

De qualquer maneria, se ele voltar para o Brazil com certeza estarei presente, pois a qualidade do seu som e o domínio da técnica com relação a tecnologia do artista são realmente impressionantes. Uma ótima pedida para um dia de semana, pois você sai de lá mais calmo do que entrou, ao contrário de grandes shows de rock.

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SETLIST

1. I’m A Mess
2. Lego House
3. Don’t/No Diggity/Nina
4. Drunk
5. Take It Back/Superstition/Ain’t No Sunshine
6. Photograph
7. Bloodstream
8. Tenerife Sea
9. Thinking Out Loud
10. Feeling Good/ I See Fire
11. The A Team
12. All Of The Stars
13. Give Me Love
14. You Need Me, I Don‘t Need You/In Da Club/Fancy
15. Sing

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