Em meados de 2008, quando eu ainda era um adolescente e tinha tempo para passar tardes jogando videogame, me surpreendi ao conhecer através do jogo Guitar Hero 4 – World Tour a banda TOOL. Em primeira instância fiquei muito entusiasmado com a sonoridade mística, pesada e virtuosa que a banda apresenta.

Em um segundo momento, quando já tinha conhecido a sonoridade um outro universo me chamou atenção. A atmosfera artística criada para a fase do jogo, diferente das outras em que você vê um palco com os personagens e a platéia interagindo, na etapa em que se joga/ouve três músicas seguidas da Tool você entra em uma espécie de portal ou buraco negro com intervenções artísticas incríveis que se transformam em relação as dinâmicas da música. Achei que essas artes foram algo criado pela produção do Guitar Hero, mas na verdade isso era a identidade da banda.

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Tool em português significa “ferramenta”, segundo os integrantes da banda eles desejavam que sua música fosse uma ferramenta para a compreensão da Lacrimologia, uma pseudociência, ou “ciência do choro”, um tipo de terapia que consiste em evoluir explorando sua dor física e emocional. Além desse conceito a banda também explora a diversidade das culturas religiosas, um lado oculto com o satanismo e a relação dos integrantes com uso de drogas e abuso sexual, nada confirmado mas é só observar as letra e verá os indícios.

A grande diferença é da banda não traduzir todos esses temas apenas em música e sim nas artes visuais pois os seus premiados clipes e capas de disco são feitos pelos próprios membros. A cargo de Adam Jones, o guitarrista virtuose do grupo, ele assina a direção da maioria dos clipes. Jones, que estudou arte e escultura, é designer e escultor de efeitos especiais. Ele dirigiu os clipes de Sober (em colaboração com Fred Stuhr), Prison Sex, Stinkfist, Aenema, Schism, Parabola e Vicarious. E ainda foi o criador da maquiagem dos atores dos vídeos Schism e Parabol/Parabola.

Jones foi classificado como o 75º melhor guitarrista de todos os tempos pela Rolling Stone e como o 9º dentre os 100 maiores guitarristas de metal de todos os tempos pela Guitar World.

Os vídeoclipes da banda, ultra produzidos, bizarros, opressivos, revelando uma visão nada otimista da humanidade em geral. Seus clipes são protagonizados por seres infernais de visual soturno, na maioria das vezes criados pela técnica de stop motion, ou por computação gráfica. Uma grande influência para os vídeos e a arte dos discos da banda são as figuras psicodélicas pintadas pelo artista plástico estadunidense Alex Grey.

Som pesado + Lacrimologia + Religiões + Psicodélia + Arte = TOOL

Guitar Hero 4 – World Tour

Clipe de Schism

  • Heavy Neto

    Cara, legal ver mais gente que curte Tool! Esses caras são muito foda!
    Schism é fantástica!

  • De Jesus, G.

    Tool é FODA!

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