Dona de uma voz marcante, habilidade e técnica únicas nas suas interpretações, Nina Simone conquistou o mundo em meados dos anos 60 com sua música. Seu grande envolvimento com os direitos civis á tornaram um dos ícones do ativismo, e consequentemente o declínio de sua carreira por conta da rejeição por parte da indústria da música. Neste episódio, conheça um pouco mais sobre os altos e baixos da vida de uma das cantoras mais influentes da história da música.

Quem fala?
João Paulo, produtor musical e editor no Troca o Disco.
Henrique Machado, técnico em áudio, edição dos podcasts e revisão no Troca o Disco.


Download do episódio

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João Paulo: jgomiero
Henrique Machado: hredsm

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Críticas, elogios e sugestões para contato@trocaodisco.com.br
Arte da Capa: Eder Oliveira

  • ciromessias

    Kras, vocês foram simplesmente excepcionais! Gostei do formato um pouco diferente do usual, da atmosfera um tanto quanto soturna no começo e da forma como o programa se tornou leve e descontraído apesar de a história da Nina ter contornos trágicos seríssimos. Amo Nina Simone, assim como amo Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Cassandra Wilson, e tantas outras.
    Forte abç!

  • Ainda não parei para escutar Nina Simone, mas já está anotado aqui que terei que fazê-lo, e da mesma forma assistir o documentário sobre ela. Apesar de não concordar com os métodos de violência que ela adotou em sua luta (e não sei se ela só encorajava ou realmente partia para a ação), confesso que admiro as pessoas que batalharam pelo fim do racismo nos Estados Unidos e no mundo. Pena que este mal não foi totalmente vencido. Pode ter sido uma pessoa problemática, mas certamente que também demonstrou algumas características admiráveis.

    O episódio foi bem diferente, mas de muita qualidade. Estava eu ouvindo o som do piano tocado por ela e a narração dos eventos de sua vida. Então o João fala que, por notarem o talento dela, a convidaram a cantar… e imediatamente entra aquela bela voz da Nina na melodia! Meu sorriso foi inevitável. Vocês foram impecáveis nesse episódio e 2016 só está começando.

    Sensacional.

  • Danielle

    Achei bem escroto vocês colocarem panos quentes no marido espancar a Nina.

  • rupert

    Achei meio desrespeitosa a maneira a qual vocês descreveram certas características e atitudes tanto da Nina quanto do Marido dela.. acho que não preciso descrever aqui quais os trechos pois notei que vocês mesmos perceberam quais são. De qualquer forma valeu ouvir.

    • AnaLuiza

      Estou ouvindo pela primeira vez o Troca o Disco, por indicação de outro podcast, e várias vezes pensei em parar de ouvir, exatamente por achar a mesma coisa, a forma desrespeitosa com a qual trataram algumas passagens da vida da Nina Simone. Ainda não terminei de ouvir o episódio, vim aqui mais para dar uma espiada nos depoimentos e de cara encontrei o seu.

      • rupert

        Sinceramente, fazia tempo que eu não ouvia o podcast por coisas deste tipo (algumas opiniões e piadinhas que ao meu ver reforçavam alguns preconceitos) e só ouvi este episódio por ser fã demais da Nina. Confesso que este foi o último, nem tenho mais os caras no meu feed. Uma pena pois a produção (formato, edição, qualidade do áudio, etc) é de excelente.

        • AnaLuiza

          Eu não conhecia muito de sua carreira e de sua vida pessoal. As meninas do TPMcast fizeram um episódio sobre a Nina Simone e deram uma abordagem totalmente diferente. É triste, já deixei de ouvir alguns podcasts por serem preconceituosos com negros, gays, mulheres e pobres. Acredito que dê para fazer humor com inteligência e sem ofensas. Alguns humoristas reclamam do politicamente correto, mas são os que não sabem usar da inteligência para fazer isso.

          • rupert

            É fácil reclamar do politicamente correto quando o alvo das “piadas” é sempre o outro, né.. já abandonei alguns podcasts e canais do Youtube pelo mesmo motivo. Vou procurar esse TPMcast, não conheço. Valeu pela dica. =D

  • AnaLuiza

    Sempre que posso, ouço as recomendações que fazem nos podcasts que acompanho. Confesso que fiquei surpresa com tamanho desrespeito com que foi tratada sua vida pessoal e de como foram abrandados vários episódios tristes e fortes de sua vida, como por exemplo, a questão de sua depressão. Várias vezes foi chamada de doida e louca pelo João Paulo e pelo Henrique, além de risos e deboches. Além disso, por não sermos negros, não sabemos o que de fato eles passam todos os dias, imagine então na época em que Nina Simone viveu. Se hoje temos preconceito, imaginem naquele tempo. Creio que não devamos ficar somente elogiando e deixar passar as críticas. De podcasts preconceituosos já estamos cheios. Espero, quando vou ouvi-los, uma voz contrária a tantos preconceitos espalhados em nossa sociedade. Faço esse comentário para que reflitam um pouco em suas atitudes. Se os rapazes têm intuito de ganhar mais ouvintes, e assim ganhar a vida com o podcast, então façam esse questionamento, se coloquem no lugar do outro. Mesmo que não concordem com o que escrevi aqui, que fui, de repente, radical, que reflitam sobre tal postura.

  • @disqus_mquDylbdhz:disqus, @rupert1984:disqus e demais ouvintes que se sentiram ofendidos, ou incomodados com alguns dos comentários feitos no cast, nossas sinceras desculpas e obrigado pelo feedback. Nós percebemos os erros e as mancadas que demos durante o episódio antes mesmo dos comentários feitos tanto aqui no nosso site, quanto pelos emails recebidos, e eventuais contatos de amigos preocupados com o que foi dito no episódio.

    É claro que não é 100% dos ouvintes que acompanham o Troca o Disco quinzenalmente e até mesmo que nos conhecem pessoalmente para entenderem que o nosso posicionamento não é, nunca foi e nunca vai ser a favor do racismo, qualquer tipo de preconceito ou de espancamento e descriminação de mulheres.

    Obviamente que como produtores de conteúdo, tudo que é veiculado neste canal em qualquer formato é de nossa responsabilidade. Por este mesmo motivo, nos retratamos a respeito do incômodo que isso causou em algum episódio posterior a este na sessão de comentários. Aproveitamos para salientar o fato de que não somos perfeitos. Exatamente pelo fato de tentarmos lidar com os temas de maneira geral de forma descontraída, podemos passar por diversas vezes do limite sem a nossa percepção e é exatamente aí que vocês entram, os ouvintes, nos ajudando a balizarmos o conteúdo e nos alertando neste sentido também. São as críticas que nos ajudam evoluir e não apenas os elogios.

    Lamentamos que este fato tenha levado algumas pessoas a pararem de ouvir o programa. Talvez por ser o primeiro episódio que tenham ouvido, ou simplesmente por qualquer outro motivo. O Troca o Disco já está entrando no seu quarto ano gerando conteúdo tanto no blog quanto em podcasts e agregando cada vez mais ouvintes e o mais importante, tentando melhorar a cada post e a cada episódio. Generalizar ou assumir que o Troca o Disco como um todo é racista, homofóbico ou algo do tipo nos soa de fato um pouco exagerado já que este foi o único problema que tivemos em mais de três anos com um assunto relacionado a esses temas. Nos preocupamos com o que falamos a todo momento e já estamos vindo há alguns episódios tentando minimizar as palavras de baixo calão e outras coisas que fazem parte do programa e que podem de fato incomodar algumas pessoas.

    Optamos por deixar este programa no ar justamente por, apesar dos pesares e na nossa opinião, ser um ótimo programa. Ele retrata a história de uma mulher negra, ativista e uma artista excepcional. Acreditamos que só o fato deste programa existir e abordar estes temas, talvez não da melhor maneira, seja uma porta aberta para essa discussão. Acreditamos também, que este programa foi responsável por apresentar o trabalho e a história da Nina Simone para um grande número de pessoas que não fazia idéia de quem ela foi.

    E por fim, mais uma vez, agradecemos o feedback e as críticas. Isso vale ouro pra nós. Estamos abertos e disponíveis para contato e convidamos à todos que se sentiram incomodados e deixaram de ouvir o programa por conta deste podcast a daqui um tempo, se sentirem vontade, voltarem aqui no site e ouvirem um ou outro podcast que estiver disponível. Com certeza nosso intuito é melhorar sempre. Percebemos o nosso erro e estamos atentos para que este comportamento não se repita.

    Atenciosamente.

    Equipe Troca o disco

    • AnaLuiza

      Não disse que vocês são homofóbicos, apenas que tenho percebido isso em alguns podcasts que escuto, além de outros tipos de preconceitos. Fico feliz que tenham dado um retorno, isso mostra que se importam. Ouvi a entrevista do Henrique no Coachcast e me interessei em vir aqui ouvi-los. O primeiro episódio que resolvi escutar foi justamente um polêmico. Deu azar, fazer o quê? Pensei que se tratava de um episódio antigo, mas quando vi que era recente, ou seja, que já tinham certa experiência, fiquei chocada, confesso. Nem cheguei a ouvir os comentários no episódio seguinte, mas vou fazê-lo. Mais uma vez, obrigada pelo retorno, isso é muito importante.

    • rupert

      Perdão, eu nem tinha visto a resposta de vocês (achei a notificação aqui por acaso). Fiquei positivamente surpreso com a resposta de vocês. Confesso que não esperava por uma resposta ou no máximo um “malditos politicamente corretos!” hahaha nada pessoal, mas é que infelizmente é assim que tem funcionado a internet..
      Enfim, fico feliz em ler isso. Não só por vocês levarem em conta as criticas e concordarem até certo ponto (além de dizerem que terão mais cuidado com coisas do tipo) mas pela polidez e humildade com a qual responderam. Repito, este não é o modus operandi da internet.
      E não acho que os senhores sejam “qualquer-coisa-fóbicos”, mas algumas piadas reforçam certos estereótipos e isso tem me incomodado bastante. Nada muito grave, uma piadinha aqui, com comentariozinho ali.. mas dai veio este episódio justamente numa época em que a pauta “violência contra a mulher” e “relacionamentos abusivos” estão tão em alta (junte a isso o fato de eu ser fanzaço da Nina), ai já era. Ouvia desde que vocês foram no Radiofobia, mas depois deste da Nina eu fiquei puto e não ouvi mais.
      Estou botando os senhores no feed de novo.
      Um abraço!

  • Rodrigo Teles Medrado

    Estava gostando muito do trabalho de vocês, principalmente do ótimo episódio sobre o Whiplash, mas isso que vocês fizeram com a Nina não é certo. Entendo que não devem ser racistas ou machistas conscientes, mas a decepção foi enorme. Nina não era louca, ele passou por muitos problemas em sua vida e isso tem consequências. O seu marido foi importante para sua carreira, mas isso não anula sua escrotidão, uma vez que ele surrava ela continuamente. O mundo mudou e nossas atitudes precisam mudar também. Vocês foram extremamente desrespeitosos com sua história. E outro detalhe, vocês falaram apenas que a “igreja explodiu”, mas precisavam falar que foi um atentado terrorista com motivações racistas, essa informação precisa ser sempre pontuada. Acredito que vocês amam o trabalho dela e tudo o que sua arte representa, mas saiba que me ela já sofreu muito preconceito em vida e nunca imaginaria que receberia esse tratamento de supostos fãs após sua morte. Li o pedido de desculpas, mas não podia deixar de me posicionar, justamente por gostar do trabalho de vocês. Lamento muito por tudo isso.

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