Saudações Musiqueiros de Plantão!

Hoje foi o primeiro dia do Lollapalooza 2016, vou tentar descrever aqui as primeiras impressões dessa edição do festival e comentar sobre os shows que consegui assistir, pois a demanda é alta com muita música boa acontecendo ao mesmo tempo.

Em relação ao evento não tenho reclamações, achei organizado, bem sinalizado, banheiros/bares/serviços bem distribuídos pelo autódromo. O que incomodou um pouco foi a qualidade do som do Palco Onix que deixou a desejar comparado ao restante do evento. Os shows que assisti foram Vintage Trouble, Bad Religion, A-Trak, Tame Impala, Mumford & Sons e Eminem.

VINTAGE TROUBLE

Foi uma aula de rock’n roll e swing puro, uma banda que não estava entre as mais esperadas do evento tocando as 14hrs, surpreendeu a todos que estavam entrando no festival. Muito bem vestidos com trajes a rigor o quarteto mostrava uma presença de palco, carisma e feeling em suas músicas, flertando com blues, rock 70’s e soul. O destaque do show foi um “stage dive” do vocalista vestindo a bandeira do brasil como uma capa de super-herói.

BAD RELIGION

Talvez uma das bandas com mais experiência do festival, e um ponto fora da curva no meio das bandas mais alternativas. Entrou rasgando tudo com o seu clássico hardcore, mesmo no meio da multidão de “hipsters” teve muita roda, mosh e tudo que acontece em um show de hardcore. A banda tocou todos os clássicos como You, Infected, Sorrow, American Jesus.

A-TRAK

O único artista de música eletrônica que assisti, ele tocou no palco Trident (antigo Palco Perry) que sofreu boas e más alterações, agora ele não é mais fechado o que é muito bom, pois cabe mais pessoas e a qualidade do som está incrível, o lado ruim é que tem entrada e saída obrigatória, ou seja por onde você entra você não pode sair e vice e versa, e uma distância considerável da entrada pra saída além que altera muito a rota de outros palcos, sobre o DJ sua performance cumpria o que se era esperado, chamou o público pra cima, e tocou desde suas músicas mais famosas como Push e Ray Ban Vision até um remix do atual hit nacional “Ta tranquilo, Ta Favorável, o mais bacana dele é que ele toca desde músicas progressivas e leves até o mais agressivo dubstep isso acaba favorecendo a todos os públicos que apreciam música eletrônica.

TAME IMPALA

Os australianos que já tocaram no Brasil em lugares menores, vieram para o Palco Skol já sendo um dos headlines do evento. O show era um espetáculo não só musical, mas também em relação a efeitos especiais e imagens no telão. Foi uma psicodelia moderna, podendo até me arriscar a dizer que são um tipo de Pink Floyd dessa geração. Deixaram o público em transe passando pelas músicas famosas dos álbuns antigos e dando atenção especial para o mais recente trabalho Currents.

MUMFORD & SONS

Essa foi a banda que me fez querer ir à edição desse ano, em sua pela primeira vez no Brasil eles foram a última atração do Palco Onix. Uma verdadeira lição de dinâmica, a banda muda perfeitamente os momentos calmos com as explosões rítmicas, o nível musical é muito alto, os quatro integrantes se alternam entre variados instrumentos a cada música. Os Sons alternaram as músicas de todos os álbuns para não deixar nenhum fã sair reclamando. Com certeza eles não esperavam a quantidade de público que estava presente no momento do show, a feição da banda era de espanto e gratidão. O encore foi finalizado com I Will Wait (a música mais esperada) e o mais recente single The Wolf.

EMINEM

Ele foi o headline do primeiro dia do evento, o último a tocar e no palco principal, a maior concentração de público tinha a sua total atenção, mesmo com uma banda grande de apoio ele dominava o palco, o artista com a maior atitude e presença que era traduzida a cada música tocada. O show teve vários momentos, desde as músicas mais pops em parceria com a Rihanna, Dido, até os raps mais pesados da fase antiga do rapper. Para finalizar ele fez uma trinca com My Name Is/I’m Shady/Whitout Me. O encore foi emocionante desde a primeira nota do piano até o agradecimento, a introdução de Lose Yourself na guitarra fez com que todo mundo estivesse se preparando para a guerra, só que era uma guerra musical que representa a própria história de Eminem.

That’s All Folks, amanhã tem mais um dia de maratona de shows. Tenham uma boa vida!

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