No segundo e último dia do Lolla 2016, reservei tempo para bandas que nunca acompanhei ao vivo, o que resultou em uma experiência incrível.

Os shows assistidos foram: Marrero, Seed, Twenty One Pilots, Alabama Shakes, Jack U, Florence And The Machine e Zedd.

MARRERO

Uma banda nacional foi uma das primeiras a abrir o evento no 2º dia. Representaram com uma cena inexistente que é o Stoner Rock no Brasil. Com produção do Miranda, a banda não deixou a desejar e estourou os tímpanos de quem estava presente as 14hrs.

SEED

Sabe aquela banda que você nunca ouviu e conhece ao vivo? Eles foram a revelação do dia, tinham feito um show em Bogotá no dia anterior e viajaram para estar presentes no Lolla na tarde seguinte.

Tocavam um reggae/ragga com muita propriedade e sonoridade, a banda era extensa desde o naipe de metais até os três vocalistas que agitaram o público do Palco Axe. Infelizmente não conhecia as músicas autorias da banda, mas com certeza vão se tornar bolachada pois a qualidade musical me surpreendeu ao nível máximo.

TWENTY ONE PILOTS

O público era imenso no show da dupla, que com certeza não esperava uma aglomeração tão grande em um horário cedo do evento (15hrs). A banda que já foi bolachada pelo seu primeiro disco mostrou que veio para arrebentar com o público presente, até quem não conhecia se impressionou com a presença de palco de ambos. Em meio a diversos “samples” o vocalista trocava de instrumento durante as músicas, o baterista se preocupava com a performance, fazendo até um “backflip” de cima do piano. As músicas flertaram entre os dois discos.

ALABAMA SHAKES

A banda mais esperada do dia com certeza, com o Grammy de Melhor Disco de Rock na mala e muita energia para dar. A qualidade e extensão vocal da Brittany Howard é algo surreal. Ela coloca as notas de uma maneira que você não está esperando, sem contar que a sua imagem é muito carismática o que aumenta a surpresa com os dotes vocais.

O restante do grupo tocava com excelência, mas em um ar mais tímido, sem se exaltarem muito durante a execução das músicas. No repertório não faltou nenhum hit, os fãs saíram satisfeitos nesse quesito. Apenas o fim do show que foi triste, pois assim que acabou a música “Gimme All Your Love” a banda deixou o palco sem nem sinal de despedida. Senti que foi algum problema de produção do show para não acontecer o famoso “encore” pois os roadies demoraram para iniciar o processo de desmontagem.

JACK Ü

Essa dupla é composta por dois dos maiores Dj’s da atualidade o Skrillex e o Diplo, ou seja, era de se esperar muito da apresentação, mas mesmo com a expectativa alta fui surpreendido a cada música. No disco a banda tem um toque de música eletrônica mais pop, porém no show eles abusaram do Dubstep (ritmo preferido de Skrillex) flertando com diversos hits mundiais como Hello(Adele), Work(Rihanna), Lean On(Major Lazer, outra dupla do Diplo) e as canções do Justin Bieber como Sorry, Where U Know, que são produzidas originalmente pela dupla Jack U.

O que é de se admirar na performance de um DJ é quando ele estuda a música do país em que está tocando para fazer um remix. Sim, Wesley Safadão e o funk carioca foram tocados pela banda com as músicas “Baile de Favela” e “Tá Tranquilo, Tá Favorável” que não só tocada, mas cantada por MC Bin Laden que subiu ao palco.

E como todo show de música eletrônica os efeitos especiais do palco complementaram as músicas.

FLORENCE AND THE MACHINE

Assisti apenas 4 músicas da cantora que foram suficientes para perceber que ela realmente tem uma presença de palco incrível. Sua técnica vocal ninguém pode colocar defeito, mesmo em uma distância considerável do palco se ouviam as notas sendo emitidas com perfeição. Um show com seus momentos calmos e de explosão deu um ar aconchegante para o fim do evento.

ZEDD

Após assistir Jack Ü a empolgação para os artistas de música eletrônica tomou conta, e fechamos o nosso segundo e último dia de Lolla assistindo o ZEDD no palco Trident At Perry’s, que ao contrário do dubstep tocava algo mais continuo e progressivo. Esse palco foi montado para os shows de eletrônico então os seus efeitos especiais eram muito maiores e mais bonitos de se ver, com direito até lança chamas. O show teve participação do próprio Skrillex e da cantora Halsey.

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