O jazz é um gênero musical extremamente amplo, que revolucionou a cultura como nunca antes: conseguiu unir o erudito ao popular, etnias antipatizantes e pessoas de diferentes regiões do globo. Sem o jazz, dificilmente o rock teria encontrado um terreno tão propenso a se expandir da mesma forma. Mas de onde veio o jazz?

Hoje falaremos de um dos ritmos considerados ancestrais do jazz, o ragtime. Surgido nas últimas décadas do século XIX nos EUA, é considerado por muitos como a primeira música afro-americana. Sofreu influência direta da música erudita europeia e das bandas marciais militares, por isso, era predominantemente escrita, abrindo pouco espaço para o improviso, ao contrário do seu descendente mais ilustre. O ragtime clássico, que se destacou e sobreviveu ao tempo, também era pianístico em sua essência.

O grande nome do ragtime é o pianista texano Scott Joplin (1868-1917) o rei do ragtime também já foi chamado de pai do jazz. Tocou por St. Louis e Chicago, em bordeis, até se fixar em Nova Iorque. Sua obra foi amplamente distribuída em pianos de rolo, que se tornaram verdadeiras relíquias, mas sua fama veio de verdade na década de 70, com o resgate feito por músicos como o pianista Joshua Rifkin.

Nessa década foi lançado um filme com seu nome, Scott Joplin (1977), bastante difícil de encontrar hoje em dia. Ainda estou procurando mas, por enquanto, apenas encontrei trechos, como o abaixo:

A música de Joplin nos diz muito sobre seu tempo. percebemos claramente a influência de grandes músicos europeus, como Strauss, Chopin e Liszt, mas também a forte origem africana, que torna seu ritmo dançante e singular. Sua obra, assim como a de outros mestres do ragtime, serviu de base para jazzistas improvisarem nas décadas seguintes. Destacam-se The Entertainer, Maple Leaf Rag e Stoptime Rag, que traduz o ritmo “quebrado” que deu nome ao estilo.

Joplin morreu aos 48 anos, em Manhattan e se tornou um dos mais importantes ícones da música americana. Foi gravado por inúmeros artistas e sua obra está nas principais escolas de piano de todo o mundo. No Spotify temos diversas interpretações de vários músicos, nem sempre ao piano. Aqui temos um álbum gravado direto da pianola de rolo, nos remetendo às espeluncas do início do século passado:

Claro, a música eletrônica não deixaria de lado sua importância. No YouTube temos diversas interpretações em chiptunes, mostrando que o moderno sempre pode voltar às origens clássicas:

 

 

 

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