Troca o Disco entrevista Jamie Cullum no seu show em São Paulo

O cantor Jamie Culllum, considerado um dos maiores nomes do Jazz-Pop internacional, se apresentou no Tom Brasil, em São Paulo, na sexta-feira, 21 pelo Samsumg Best of BluesO Troca o Disco participou da coletiva de imprensa e acompanhou o show da área vip (tamô bem hein) e vamos contar para vocês musiqueiros tudo que rolou! Vem com a gente.

Jamie é responsável por uma série de covers de músicas Pop dentro do formato Jazz, que acabaram por muitas vezes ficando até mais conhecidas do que as originais. Em seu último álbum Interlude lançado em 2014, ele gravou tudo ao vivo dentro de um estúdio assim como as bandas ou grupos de Jazz faziam antigamente. “O processo de gravação com os músicos tocando todos juntos, faz com que a criatividade tenha que ser explorada de uma maneira muito rápida. Ao mesmo tempo, foi um processo bem solto, bastante descontraído”, disse Jamie ao Troca o Disco. Isso segundo ele mesmo, foi feito para captar a essência e a naturalidade que uma banda tocando ao vivo pode proporcionar.

No palco, o pianista consegue levar uma naturalidade impressionante. Veja abaixo!


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Acompanhado de uma ótima banda de apoio, ele entra em cena com uma energia fora do normal embalando a galera nas palmas e rufando em uma caixa de bateria enquanto canta os primeiros versos de The Same Thing, de seu álbum Momentum de 2013.

Em seguida, foi a vez de ouvirmos os primeiros acordes de Get Your Way, grande sucesso de seu álbum Catching Tales de 2005. É neste momento que Jamie começa a se sentir em casa ao se sentir totalmente descontraído na frentes dos holofotes. O cara se movimenta constantemente pelo palco, sobe no piano e, depois, salta lá de cima. Tudo isso sem desafinar! Inclusive, essa é uma das características mais interessantes do cantor que, por mais que não disfarce que gosta dos holofotes e de ser um showman, é um excepcional músico e multi-instrumentista.

Em um determinado momento do show, Jamie desce do palco para se juntar ao público e sobe em uma das mesas, convidando a galera a se levantar e ir para a frente do palco. Claro que galera foi! Já com a platéia em suas mãos pede desculpas por ter demorado tanto tempo para retornar ao Brasil e promete não demorar novamente. Ele também se surpreende com a reação do público durante a apresentação.

O formato da banda é bastante curioso. Cada músico incluindo Jamie, toca múltiplos instrumentos. O guitarrista também toca trompete em determinadas músicas, assim como o baixista se arrisca na percussão. Isso faz com que o grupo possa explorar uma gama de sonoridades diferentes em cada momento do show.

img_4498Como já era de se esperar, as músicas Mind Trick e Please Don’t Stop the Music não faltaram na setlist. A última, cantada em uníssono por quase todo o público. Mas por incrível que pareça, não era isso que estava em foco durante todo o show. Jamie é único. E não, ele não é apenas mais um rostinho bonito (há controvérsias) na sua televisão. A coisa ali era séria!

Por mais que alguns detalhes passem desapercebidos pela maioria do público que curte seu lado pop, ele não economiza em frases musicais escondidas no meio de suas improvisações que te remetem a temas clássicos do Jazz. Também pudera! Além de conhecer muito sobre música e ser um excelente instrumentista, suas grandes influências no mundo da música vão desde Kendrick Lammar e Frank Ocean a Pat Metheny e Herbie Hancock. Dessa forma, o som de Jamie Cullum possui diversos niveis ou segmentos de apreciação. Tem pra todo mundo!

Resumo da ópera: Excelente apresentação, excelentes músicos e escolha do repertório. Se eu fosse você, não perderia a oportunidade quando esse cara pisar por terras tupiniquins novamente…img_4524
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