Saudações Musiqueiros de Plantão!

Nesse último sábado(03/12) aconteceu o Rolling Stone Festival, e é uma tarefa difícil escrever sobre um festival criado por um dos, se não o maior veículo de música do mundo, a revista Rolling Stone. Mas vamos lá!

Os shows aconteceram no Memorial da América Latina, com abertura dos portões às 12h, dividido em dois palcos com atrações simultâneas, de um lado o “classic rock” brasileiro com bandas como Camisa de Vênus, Ira!, Titãs, Capital Inicial, e do outro lado uma nova cena se forma com Bellamore, Scalene, Far From Alaska, mas mesmo assim respeitando os grandes nomes encerrando esse palco com Sepultura.

Senti um clima “família” nesse evento, pois devido a escolha do line up tinha uma mistura de gerações enorme, um público mais velho, normalmente vistos em casais de amigos que saudava os clássicos do rock de sua época como no hit “Simca Chambord” do Câmisa de Vênus ou “Dias de Luta” do Ira! com grande nostalgia e força, mas uma geração nova que também sabia entoar os hits e dançava na chuva sem muito se preocupar em vestir uma capa para não se molhar, já que choveu com uma certa densidade durante todo o dia e estávamos a céu aberto.

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Foto: Matheus Fugazza

É impressionante vermos ao vivo a diferença de uma banda madura com anos de estrada e uma banda nova cheia de pressão e energia, não digo nem em qualidade, mas como isso soa diferente entre os shows. De um lado temos uma sapiência de quem sabe onde está pisando, de quem conhece o público presente, sinto uma segurança enorme dos “dinossauros rockeiros” em controlar suas canções e interações, e até em conversões técnicas de suas bandas. Mas de outro lado temos uma garra enorme e explosão transformada em berros e riffs pesados de afinação baixa em suas guitarras para conquistar o público presente.

Mesmo com forte chuva o festival desdobrou as suas equipes para não deixar a peteca cair e fazer acontecer um sábado de rock, atrasos viram detalhes para o público ansioso para sentir as batidas do bumbo no peito.

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Foto: Matheus Fugazza

O meu destaque vai para a Scalene que recém vencedora do prêmio de melhor álbum de rock em português no Grammy Latino, deixou os problemas de lado e disse no palco “Foda-se a chuva, vamos nos divertir, o que podemos fazer é retribuir a paciência de vocês tocando o mais pesado possível”, um show que mistura uma sonoridade atual com fortes influências de post-rock em seus interludes e do metal em seu peso, trazendo letras que refletem a atual geração do país.

E para dar de presente ao público a cantora Evelyn do Far From Alaska sobe ao palco para cantar “Relentless Game”, a música collab com a Scalene. (Se você não conhece essa música, ouça agora e depois continue o post)

*fora a musicalidade, no fim do show ganhamos de presente, um céu com tom rosa e um arco íris gigantesco atravessando todo o memorial, foi um dos destaques do fim de tarde do festival, um mérito da terra da garoa.

Ficarei muito grato se esse festival voltar a ter outras edições, pois é uma grande festa para o rock nacional com apoio de uma grande revista da música, que une gerações e respeito entre o velho e o novo, recomendo que vá com seu pai, ou convide seu filho para o ano que vem, e se deixe apresentar os novos sons que um irá desdobrar para o outro.

Para ver o nosso álbum de fotos do festival, tiradas pelo fotógrafo musiqueiro Matheus Fugazza, segue o link abaixo:

https://www.facebook.com/mfugazzac/posts/1527414470618564

Tenham uma boa vida!

 

 

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