Saudações Musiqueiros de Plantão!

Quem se lembra do Matheus Fugazza, o fotógrafo/musiqueiro do Troca O Disco que nos acompanhou em vários shows e festivais aqui no Brasil?

Junto da produtora Evolai e agora morando no Austrália ele nos mandou um conteúdo exclusivo sobre um grande festival da terra dos cangurus, o Big Pineapple Music Festival, segue abaixo o texto e as fotos insanas de sempre.

*Vale a pena se atentar aos nomes das bandas locais da AUS para umas bolachas novas no repertório

BIG PINEAPPLE MUSIC FESTIVAL 2017

Sim, estivemos em mais um festival, e dessa fez foi o Big Pineapple Music Fest em Woombye, Australia, e foi uma aventura bem diferente dos festivais que temos no Brasil.

Os portões do festival abriram as 10:30, cedo porém inteligente, faltando meia hora pra começar a primeira banda, tanto staff como pessoas que chegaram mais cedo tinham bastante tempo para se adaptar ao ambiente e reavaliar a escolha de palcos e artistas, digo isso não porque os palcos eram longe um do outro, mas porque havia muitas opções em um dia só e a escolha era fundamental, outra coisa bem inteligente era o Main Stage, que era um palco dividido em dois, o Wild Child e o Sea Sheppard enquanto um artista tocava em um, a staff ia montando as coisas do proximo no outro, e assim a música não parava por uma segundo nesse palco, o festival era extremamente Aussie e bem Indie, nenhum headliner exceto The Veronicas era tão grande ou tão mainstream assim (E eu só conheço The Veronicas porque jogo FIFA) de 40 artistas se eu conhecia 4 antes de ir era muito, por isso fui no nosso querido Spotify coloquei o fone de ouvido e escutei todos os artistas que iriam tocar para que eu pudesse decidir qual fotografar. Claro um rostinho bonito é sempre bom para as cameras, mas o que importa mesmo é o que agrada os ouvidos.

Começamos nossa jornada com a banda mais jovem, Fight Ibis que ganhou o concurso da Triple J (Radio Local) para tocar no evento, uma molecada de 15 que solta berro atras de berro no microfone, som surpreendente porém meio enjoativo, logo seguimos de Bearfoot uma reaguera sinistra que realmente deixa uma pegada em nossas mentes, pena que durou tão pouco.

Logo após veio o primeiro destaque em minha opinião, Ocean Alley, uma banda bem groovada e com um som bem diferente, Aussies típicos, cabeludos e descalços, uma mistura de Sticky Fingers com Dirty Heads, muito bom e super recomendo.

Ocean Alley

Seguindo o trajeto finalmente saímos dos main stages para o Pineapple Express, o nome já diz tudo né, não era palco de headliners, mas pra mim, lá estavam as melhores atrações, começamos com Benson, um rapaz jovem na cena porém experiente quando se trata em mixar, que DJ incrível, uma performance absurda, seguida de Bootleg Rascal não sei se chamo de rock, de punk, de indie ou de surf music, chame do que quiser, mas a galera do BRascal quebrou tudo com um som muito contagiante e uma presença de palco memorável, em seguida tivemos Jack River que pra mim é a Taylor Swift Australiana, novíssima com uma voz incrível e um estilo meio country mela cueca ela dominou o palco junto com seu guitarrista que por sua vez é muito bom, depois da criança entraram a dupla de xovens chamada, Boo Seeka e seguindo a moda de Black Keys e Twenty One Pilots, são apenas dois rapazes, o voz e guitarra e o percussionista, gostei do som também e a galera daqui pira neles, tinha mais coisa para acontecer no expresso do abacaxi porém eu tinha que correr pro palco principal para conferir outro destaque.

Bootleg Rascal

NORTHLANE, sim aqui em Queensland é proibido beber shots depois da meia-noite então é de se imaginar que abrir a roda num show também é proibido, porém o MetalCore do Northlane foi tão pesado e envolvente que até o proibido bate cabeça rolou e comeu solto para encher de lágrimas os olhos do guitarrista da banda.

Northlane

Depois de todo esse peso, seguimos em direção ao palco da surpresa, o Pineapple Express, lá iria tocar outro artista que eu já conhecia, o Citizen Kay, rapper Australiano que dominou o palco com sua dança e facilitou muito meu trabalho pela sua fotogenia, além disso, destaque pro baterista dele que é muito bom, o show inteiro foi incrível e com certeza um dos meus favoritos do festival, logo em seguida tivemos Moonbase também um artista que a Triple J coloca uma banca encima, um Dj muito bom e bem diferente, sua performance tirou o fôlego do pessoal que não parava de pular acompanhando os 120bpm.

Citizen Kay

Nunca paramos e aproveitamos isso pra pegar a trinca que ia rolar nos Main Stages, após as quebradas de MoonBase fui até o Wild Child para conferir a voz angelical de Vera Blue, que com certeza faz de sua música uma junção de Lana del Rey e Lorde, o que faz ficar do caralho, aprovo e recomendo, depois rolou The Veronicas no Sea Sheppard, gostei da primeira música, mas não é muito minha cara, com certeza o highlight do show foi quando uma delas chamou sua namorada no palco que não era nada mais nada menos que Ruby Rose do Orange is The New Black, enfim, voltando ao que interessa e ao Sea Sheppard estamos no show da banda Safia, uma banda meio indie pop/eletrônico que surpreendeu meus ouvidos, quem tava lá, sabia o porque foi no festival, vocalista que brinca com microfones de efeitos, baterista fora de série, e guitarrista que também remixa, tenho certeza que essa banda vai ter ainda mais destaque mundo a fora.

Coachella ? Não, Big Pineapple 🍍

Após o Safia meu tempo era curtíssimo para embarcar mais uma vez no Expresso do Abacaxi, cheguei a tempo, e bem encima da hora para ver a performance astronômica de Nicole Miller, correu, pulou, rebolou, dominou o palco só faltou o beijinho no ombro, porque com certeza a Nicole surpreendeu a todos, o show dela foi cativante e talvez com o jogo de luz mais bonito do festival, e ela com certeza ganhou o destaque de ppk power. Depois de Nicole um rapaz que se alto denomina LDRU, subiu no palco, para nos dar aquele nó na mente, adoro artistas como ele que soltam álbuns de uma forma, mas ao vivo são outra coisa, exemplo Jack Ü, Tropkillaz, Major Lazer, o LDRU foi um som digno de Coachella, e pra quem curte um eletrônico frito, destaque pro remix de pop that com Humble do Kendrick Lamar, eu recomendo.

Nicole Millar

LDRU acabou e parecia que a festa também tinha acabado, mas até que todos corriam de volta ao palco Sea Sheppard, os donos da noite, Peking Duk, a dupla do dia que está fazendo um SUCESSO DANADO, finalizou nosso festival, e era se esperar que os singles “High feat. Nicole Millar”, “Say My Name feat Safia” e “Stranger” iriam tocar e levar a galera lá encima, e foi o que aconteceu, o público deu seu último suspiro de animação e adrenalina antes de voltar pra casa, e sobre o Peking Duk Benson tocou música deles, Moonbase tocou música deles, LDRU tocou, Nicole tocou, Safia tocou, e quando fui ver todos eles estavam no palco de Peking Duk, todos esses são a nova geração do cenário australiano, e vou te falar estão muito bem servidos tanto de música quanto de festival, não tenho o que falar do Big Pineapple, estrutura, suporte e organização, nota mil e apesar de não ter nenhum headliner que possamos dizer de “Peso”, só tem música muito boa e o mais importante pra todos os gostos e idades, um festival totalmente livre e lindo de se ver, se você gosta de festivais e está morando pela australia ou planeja fazer uma visita, coloque o Big Pineapple na sua lista, e você não irá se arrepender, foi uma honra fazer parte da edição desse ano, e é uma honra fotografar pela Evolai e escrever em parceria com o Troca o Disco, nos vemos no próximo!

Para ver o álbum de fotos completo acesse a fanpage da Evolai: https://www.facebook.com/pg/Evolai.au/photos/?tab=album&album_id=666579830196784

 

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