Saudações Musiqueiros de Plantão!

Pode tocar a sineta que nesse post nós vamos falar de John Mayer, e não vai ser supresa, quarta-feira foi o primeiro show da turnê do mais recente disco The Search For Everything em São Paulo. O show foi realizado no Allianz Parque com abertura do casal Rodrigo Y Gabriela.

Achei a apresentação da dupla de uma técnica exemplar nos violões, porém não senti o público presente engajado na apresentação devido a não serem canções famosas e de fácil interação, como cantar refrões, mesmo se tratando de excelentes músicos. Mas resumindo realizaram uma apresentação curta e concisa.

Vamos falar sobre o Mayer, o que mais tava me empolgando nessa turnê desde o seu anúncio era o time de músicos que acompanhariam o guitarrista, finalmente o mundo iria poder presenciar o peso do John Mayer Trio e David Ryan Harris duplando com Mayer.

O show foi dividido em capítulos, sendo o primeiro banda completa, acústico, trio e banda completa (reprise).

Chapter 1 – Full Band

John entrou de peito aberto pois já sabia o que esperar de São Paulo, já que somos a cidade que mais ouve ele no Spotify, sabia que poderia apresentar as músicas do álbum novo e que o público o receberia da mesma forma, respondendo com alegria e cantando junto cada verso.

Com isso a abertura do show fica com “Helpless” que joga o timbre da guitarra na cara da galera sem dó, é strato na veia, em seguida vem uma das músicas mais dançantes “Moving On And Getting Over”, e quem não estalar os dedos que se retire do show.

O grande diferencial desse capítulo para mim foi a versão de “Something Like Olivia” muito mais groovada do que o normal e com os violões substituídos por guitarras.

*não posso esquecer o solo de Changing ao vivo foi de estourar o elástico da cueca

Chapter 2 – Acoustic

Esse com certeza é o momento mais intimista do show, onde um grande estádio parece se transformar em um bar minúsculo de voz e violão, a primeira escolhida foi a música mais bonita do TSFE, “Emoji Of Wave”, era nítido a emoção do público ao cantar o refrão, todo mundo tem uma onda interna que precisa passar, e Mayer consegue traduzir isso em melodia e harmonia.

“Daughters” foi a segunda escolhida com a participação de Steve Jordan tocando “ovinho” e até nisso o cara consegue soar swing.

Para finalizar o capítulo eu esperava uma canção mais intensa como “Comfortable” ou “Neon” mas a música escolhida foi sua versão de “Free Fallin” uma homenagem mais que merecida a Tom Petty.

Chapter 3 – Trio

O momento mais esperado o show, até os caras entrarem no palco ainda não tinha caído a ficha que o John Mayer Trio ia tocar em São Paulo, é a essência do artista traduzida em três pessoas, três amigos querendo se divertir e surpreender um ao outro em forma de blues, e não poderia começar melhor do que a versão de “Everyday I Have The Blues”, seguido de “Crossroads”, duas músicas das mais tocadas nas gigs de jam sessions dos principais guitarristas do estilo.

A performance do trio é surpreendente principalmente em questão de dinâmica e respeito do momento certo de cada um aparecer em destaque na execução da música.

Para o público presente o ápice desse capítulo foi a música “Vultures” do principal disco de Mayer o “Continuum”.

Chapter 4 – Full Band (Reprise)

Já em clima de despedida a banda completa volta ao palco para começar o último capítulo do show, uma mescla de musicas do Born & Raised, Battle Studies, The Search For Everything e Continuum foram apresentadas em versões especiais para a execução ao vivo.

“Slow Dancing In A Burning Room” sempre deixa os fãs em prantos, com sua letra sensível, erótica e com um tom depressivo, porém os solos de guitarra acalmam os corações sofridos, coisa que a música do John sabe fazer muito bem.

Repetindo a dose da sua primeira vinda em São Paulo os fãs pediram pela música “Dear Marie” para entoar o coro da música em uma coisa só.

O show finaliza com Gravity, como sempre a música mais especial para mim e para muitos presentes uma vez que o número de pessoas com a frase “Just Keep Me Where The Light Is” tatuada no corpo era enorme, o momento exato dessa frase foi presenteado com um show de luzes feitas pelo público com celulares e isquieiros, aproveitando cada segundo da última faixa executada do hino de Mayer.

Por fim o tema de The Search For Everything é tocado e anuncia o fim do show em um formato de roteiro de cinema.

SETLIST

Chapter 1: Full Band

  1. Helpless
  2. Moving On and Getting Over
  3. Something Like Olivia
  4. Changing
  5. Why Georgia / No Such Thing

Chapter 2: Acoustic

  1. Emoji of a Wave
  2. Daughters
  3. Free Fallin’

Chapter 3: Trio

  1. Every Day I Have the Blues
  2. Cross Road Blues
  3. Who Did You Think I Was
  4. Vultures

Chapter 4: Full Band (Reprise)

  1. Queen of California
  2. In the Blood
  3. Slow Dancing in a Burning Room
  4. Who Says
  5. Dear Marie

Encore:

  1. Waiting on the World to Change
  2. Gravity
Newsletter Troca o Disco
Receba novidades com antecedência em seu e-mail
Seu e-mail não será compartilhado.