Nos anos 2000 presenciamos o surgimento dos jogos nos quais começamos a empunhar instrumentos no lugar de controladores tradicionais nos video-games. Sendo as duas principais franquias deste gênero de game, o Guitar Hero e o Rock Band deram muito o que falar a respeito dos benefícios e malefícios para a formação musical dos jovens, levando até grandes artistas como Slash, Sting, Jimmy Page, Jack White entre outros darem seu pitaco a respeito disso.

O título desse post foi a declaração de Noel Gallagher, e eu sou obrigado a concordar 100% com essa afirmação. Quem toca um instrumento de verdade sabe a magia que é poder realmente estar criando música. Para se tocar guitarra ou qualquer outro instrumento presente no Rock Band, precisa-se de muito estudo, tempo, dedicação. É claro que a diversão também entra nessa equação, assim como nos games, mas acredito que o que Sr. Gallagher quis dizer, é sobre toda a a filosofia que existe por trás de se tocar guitarra.

E pelos grandes músicos do Rock, a opinião sobre ser contra os jogos musicais parecer ser quase unânime. Jack White diz ser triste ouvir da gravadora e da empresa de games que é essa a maneira em que os jovens consomem e aprendem música hoje em dia, o que é realmente triste, pois sabemos que nenhum instrumento será tocado apertando 4 ou 5 botões. Nick Mason, baterista do Pink Floyd, por sua vez, mostrou-se de forma ainda mais agressiva a sua insatisfação com os jogos: “Irrita-me ver os meus filhos a jogar – se eles passassem tanto tempo a praticar guitarra quanto o que passam a aprender a pressionar os botões seriam bastante bons neste momento”.

guitarhero

Já Slash e Zakk Wylde apresentam uma opinião benéfica em relação aos jogos, pois alegam que o fato de jogarem um jogo onde se toca instrumentos, vai fazer com que as crianças e jovens tenham vontade de aprender a tocar instrumentos de verdade no futuro, pois ficar só apertando botões uma hora perde a graça.

Assim como quase tudo na vida essas franquias tem o seu lado positivo e negativo. Quando foram lançados confesso que minha “cabeça explodiu” e fiquei super ansioso/empolgado para jogar, mas a diferença era eu já tocar guitarra há alguns anos, e a ideia de ter um game que unisse isso soava ser extremamente empolgante. Contudo, assino embaixo do que Nick Manson diz, o tempo perdido fingindo tocar, poderia estar sendo investido em um real instrumento. Não podemos descartar a diversão, para quem gosta de música e juntar os amigos para uma bagunça, são ótimos jogos e ainda se consome boa música durante a jogatina. Resumindo sou a favor desses jogos e realmente trazem evolução, desde que os jogadores não enxerguem como uma substituição a tocar um instrumento de verdade. Isso ainda é muito raso, ainda mais porque o jogo só trata de uma propriedade musical: a rítimica.

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