Uma das características mais marcantes do ambiente que a rede de lojas Starbucks constrói para seus clientes é uma setlist escolhida à dedo para ser tocada ao fundo, bem baixinho, enquanto você saboreia seu café – já virou costume dos frequentadores mais assíduos sempre perguntarem aos funcionários quem é esse artista que está tocando agora ou que música é essa para que possam ouvir a qualquer hora.

A novidade que a franquia lançou para os apaixonados por música, vai facilitar essa busca por novas bolachadas: quem entrar em uma das 7500 lojas preparadas para a novidade nos Estados Unidos poderá, através do aplicativo da Starbucks, saber o nome da música e do artista que está tocando naquele momento dentro do estabelecimento e adicioná-la na hora em sua playlist do Spotify!

O caminho oposto também pode acontecer: no mesmo aplicativo, você pode “amar” uma música que gosta a fim de que ela seja sugerida para a loja – pode ser que ela torne-se uma das canções a serem tocadas normalmente na “programação”. Além disso, semanalmente, uma equipe de curadoria do Starbucks destacará e recomendará novos artistas aos que já fizeram uso do serviço, além de destacar as músicas preferidas dos clientes nos últimos 20 anos.

Não é de hoje que a gigante dos cafés anda de mãos dadas com a música: quando a Starbucks comprou o selo musical Hear Music em 1999, suas lojas começaram a vender coletâneas de artistas independentes em CDs para estimular a descoberta de novos sons. Além de registrar um significativo aumento de vendas de músicas (e dos produtos das lojas) nos cinco anos seguintes, a associação de música e café passou a fazer parte da identidade da marca e deu início ao apelido de “som ambiente de Starbucks” que damos àquele tipo de som alternativo que é tão comum de encontrarmos por lá.

Mesmo com o fim das vendas de CDs nas lojas de café em 2004 (o motivo: o abandono da mídia pelos seus clientes em função do digital), a rede nunca parou de investir em ações musicais, passando a vender suas coletâneas nas lojas de discos e realizando ações com diversos artistas como Paul McCartney, Joni Mitchell e Alanis Morissette, cuja versão acústica do álbum Jagged Little Pill foi inicialmente vendida somente nas lojas da rede de cafés.

Atualmente, a curadoria por novos artistas que fazem “som de Starbucks” continua à todo vapor no Spotify. Basta seguir o perfil da dama do café no serviço de streaming e ficar por dentro das playlists que são constantemente atualizadas por lá.

Apostar no streaming e no ambiente virtual é apenas acompanhar os passos das tendências – coisa que a Starbucks sempre fez bem. Vamos torcer para que o investimento dê tão certo em 2016 quanto as coletâneas em CDs deram em 1999 para que a novidade também chegue ao Brasil. Pode ser que você descubra o próximo grande som alternativo da sua vida enquanto está tomando um frapuccino…

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