Saudações Musiqueiros de Plantão!

No final de semana tivemos a 7ª edição do Lollapalooza Brasil, e dessa vez o maior de todos, com 3 dias de festival, estivemos lá mais uma vez para conferir as bandas consagradas e todas as novidades que o evento sempre trás.

A maior mudança do festival esse ano foi a disposição do Palco Axe que ficou lado a lado com o Onix lá no fundão do evento, a cada 5m uma banda começava a tocar, a mudança foi muito positiva, pois além de andar muito menos, você conseguia ver a abertura de diversos shows. Que sigam com isso para a edição 2019.

Bora lá para mais um review de show, separando os grandes destaques por dia.

1º DIA

RINCON SAPIÊNCIA

Chegamos cedo para conferir um dos artistas brasileiros mais falados do momento, até então já tinha visto o Rincon 2x ao vivo, porém apenas acompanhado de DJ, dessa vez o palco era grande e a banda também, nada contra os djs, mas os instrumentos todos ali sendo tocados ao vivo o cenário muda. Como era de se esperar o tom de “protesto” veio forte em relação a atual situação do nosso país e mesmo depois do acontecimento com Marielle Franco…o MC conta uma aula de história em meio as suas músicas extremamente swingadas. O destaque desse show foi a presença especialíssima da cantora IZA, que veio para lançar o seu mais novo trabalho em parceria com Sapiência, a música chamada GINGA.

ROYAL BLOOD

Um dos shows mais aguardados por mim desde o anúncio do line up, a sonoridade não é supresa, mas o formato do show com certeza, já que a banda tem apenas 2 membros, tocando baixo/vocal e bateria. Foi o show mais pesado que assisti nos 3 dias, um stoner de qualidade com pitadas bem modernas. Senti a banda tímida no palco, mas bem emocionada. Não ficou de lado nenhuma das músicas mais “famosas” de ambos discos, com direito a público cantando com energia e atitude.

LCD SOUNDSYSTEM

Em um resumo bem resumido, pensa em uma grande festa INDIE? Era esse o momento, percussivos misturados a música eletrônica em sincronia e levando o público pra pista de dança.

RED HOT CHILLI PEPPERS

Quem nunca teve vontade de ver essa banda ao vivo? A nossa geração dos anos 90 passou cresceu vendo os clipes de “Californication” na MTV, ou seja, tinha muita história envolvida pra quem nunca tinha visto um show dos “Pimentas”, mas aconteceu que ele não veio forte assim.

Os músicos são excelentes, disso nem precisamos concordar, desde o início as “Jam Sessions” comem solta, Flea junto com Chad Smith são exemplo de groove na cozinha e Josh tá aprendendo muito bem fazer seu papel, com direito a cantar Jorge Ben Jor e em português. Os hits não faltaram, tava tudo ali, mas o que rolou?

Simplesmente não emociona. (a grande parte das pessoas que estavam presentes comigo tiveram essa sensação)

2º DIA

TASH SULTANA

Quer falar de musicalidade extrema em uma pessoa só? Essa é Tash Sultana, ela toca guitarra muito bem, trompete, bandolim, teclados, até flauta de madeira teve e tudo isso gravado e disparado ao vivo no seu loop station, criando diversas ambientações com delay. Das ruas da Austrália para o mundo, o timbre e força da voz soam muito afinados ao vivo, e o que conta mais é a cantora parecer realmente emocionada e se divertindo durante a execução sozinha das músicas.

KALEO

Sentir a energia da banda e das músicas sendo executadas no palco é uma das coisas que mais contam em um show, não? Pois esses caras mesmo sendo de poucas palavras conseguem passar isso. O show é muito bem equilibrado, entre as baladas de violão e voz como “All The Pretty Girls” e as rock’n roll como “No Good”, pois esse era um medo de que ficasse tudo muito pra trás.

Creio que todos ali que viram o show do Kaleo, ficou com vontade dos caras voltarem no dia seguinte do festival para mais um show. Das bandas que estavam estreando no Brasil, foi a melhor com certeza.

O TERNO

Eu tinha mil motivos para ir ao show do Anderson Paak, mas decidi ficar no show do TERNO, escolha errada? Nunca vou saber.

Mas que esse show mesmo com letras melancólicas foi muito divertido, os caras são estranhos mas sabem pesar a mão para misturar esses dois sentimentos que são distintos. Em relação a musicalidade o que mais me chamou atenção foi a mesma dinâmica presente nos discos acontecer ao vivo.

Para finalizar, quem agradeceu o público presente foi uma mensagem da “Mulher do Google”.

DAVID BYRNE

Já foi a um musical? Esse é o show do Byrne, ninguém da banda fica parado, rola interpretação e danças…muitas danças. Todos de terno com tom de seriedade, mas ninguém é sério, o palco é simples com fitas brancas esticadas onde a banda fica dentro de um quadrado sem uma ponta. Eu notei que o público presente não fazia a mínima ideia de quem era que eles estavam assistindo, se tratava do vocalista do Talking Heads, porém mesmo assim não se via ninguém descontente e sem sorriso no rosto com as divertidas canções.

IMAGINE DRAGONS

Vou colocar só pra vocês não falarem que faltou. Em resumo eles tocam direitinho, fazem a lição de casa e o seu maior atributo e saber levantar o público com os grandes coros de refrão e discursos de superação.

PEARL JAM

Até então todo mundo que já visto os caras ao vivo me falava que era sempre impressionante, e REALMENTE FOI! Eles são daquelas bandas que nem da vontade ouvir o disco depois, porque no show fica tudo muito melhor. O setlists tem os hits, mas não foca só neles, as músicas que mais me empolguei foram pelas que não tocam na rádio 1x por dia, “Corduroy” é um grande exemplo disso. Na atual situação que vivemos ouvir “Do The Evolution” era pra cantar com raiva.

Mas o momento mais emocionante do show não foi uma música do Pearl Jam e sim do Pink Floyd, no encore do show eles tocaram “Comfortably Numb” com solo original.

3º DIA

BRAZA

Uma banda evoluiu para a sonoridade que ela já deveria ter sido criada, o Braza era o Forfun e agora toca uma mistura de músicas brasileiras com muito “ragga e rock’n roll”, em resumo é muito alto astral e muita good vibe, a banda tocou 12h30 do domingo, todo mundo cansado, mas fez todo mundo dançar, valeu a pena ter vindo cedo pra pegar o show da turma.

MILKY CHANCE

Foi a banda desse ano que eu conheci ao vivo e vou ouvir muito durante o ano todo, clima de sunset (mesmo não sendo) e vai entrar na playlist “Flamingo Na Piscina”, voltaria no show com certeza.

LANA DEL REY

Como as pessoas esperaram tanto por esse show? Nada contra músicas mais depressivas, mas esse show simplesmente não dá, mesmo as conhecidas como “Summertime Sadness” e “Video Games” não empolgam absolutamente nada, mas respeito os fãs que estavam nitidamente emocionados por ver a cantora em seu balanço de palco (que é mais legal que as músicas).

THE KILLERS

Coloco minha mão no fogo pra dizer que possa ter sido o melhor show desse ano, pelo menos foi a melhor banda para encerrar o festival. O Killers não falha, as músicas tem muita energia, tem refrões para festival, tem luzes e outros efeitos especiais de show grande, tocam uma atrás da outra quase sem descanso e sem deixar cair a peteca, é o que o público precisa depois de 3 dias andando pra cima e para baixo, uma última dose de adrenalina pra voltar pra casa com a sensação de missão cumprida. E como de praxe nessa última turnê eles convidavam um fã para subir ao palco e tocar uma música e a sortuda dessa vez foi Dedé Teicher (ex-baterista da banda Scracho) que com o “maior cartaz” foi convidada a tocar “For Reasons Uknown”.

O maior destaque do show deles nas duas vezes que assisti é sempre a música “All Theese Things I’ve Done”, que faz o público gritar muito com a motivacional frase “I’ve got a soul, but i’m not a soldier”.

TENHAM UMA BOA VIDA e até a edição de 2019!

 

 

 

 

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