Saudações Musiqueiros de Plantão!

Essa semana a turnê “Concrete and Gold” e “Villains” com abertura da banda Ego Kill Talent pousou nas terras brasileiras, com show em 4 capitais, Rio, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Fomos conferir o 2º dia de show em SP, que aconteceu no Allianz Parque.

Infelizmente pelo horário muitas pessoas não conseguiram chegar para o show de abertura da brasileira EKT que entrou no palco pontualmente as 18h com apenas 30m para mostrar a sua competência em fazer rock, uma pena pois eu mesmo gostaria de ter visto esse show completo, uma turma que já tem muita estrada pra compartilhar e que se intercalam entre os instrumentos durante o show, mas no Lolla eles estarão também para mais uma oportunidade de assistir.

QUEENS OF THE STONE AGE

Primeiro ponto que já foi um destaque da banda foram os totens de luzes utilizados no palco, a partir de que iam trocando de cores criava-se outras atmosferas em relação as músicas. Um outro fato é que a banda é barulhenta, mas não de maneira pejorativa e sim pelo lado positivo. Os timbres muito bem escolhidos das guitarras contribuem para esse barulho, e apesar de barulhentos a banda é um tanto quanto silenciosa na interação com o público, apenas Josh Homme fala umas “besteiras” de vez em quando e faz questão de exaltar que aquilo que estava acontecendo era um show de rock.

O baterista Jon Theodore teve dois momentos de destaque sendo um solo exclusivo e outro no meio da música”No One Knows”.

As músicas do disco mais recente foram bem aceitas pelo público que cantavam os refrões e pelo fato de serem dançantes observei um tom de diversão durante a execução das mesmas. Mas nada se comparava quando surgia uma mais clássica como “Little Sister” ou “Go With The Flow”. O verdadeiro presente do “Queens” para o público de São Paulo foi tocar a música “In My Head” (quem ai lembrou da trilha do Need For Speed Underground?) que não era tocada pela banda desde 2015. (já tinha aceitado que ela não seria tocada, eis que vem a supresa).

Em resumo essa turnê nova está se resumindo em um show cativante, dançante, mas ao mesmo tempo barulhento e sombrio (só eu sinto esse tom na banda?).

Setlist

  • You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire
  • Sick, Sick, Sick
  • My God Is the Sun
  • Feet Don’t Fail Me
  • The Way You Used to Do
  • No One Knows
  • The Lost Art of Keeping a Secret
  • The Evil Has Landed
  • In My Head (Tour debut; first time since September 2015)
  • Domesticated Animals
  • Little Sister
  • Smooth Sailing
  • If I Had a Tail
  • Make It Wit Chu
  • Go With the Flow
  • A Song for the Dead

FOO FIGHTERS

Aqui todo mundo já sabia o que ia acontecer…se não for o maior show de rock atual, é um deles, poucas bandas conseguem lotar 2 dias de estádio com a energia que o FF tem, e não estou nem falando de qualidade musical, mas sim de qualidade de show, algumas bandas e artistas como o Dave Grohl sabem a fórmula mágica de engajar milhares de pessoas ao mesmo tempo em prol de um objetivo que é apenas cantar o mais alto possível com os braços pra cima.

Por surpresa de todos eles entraram no palco tocando “Everlong” uma música que normalmente faz parte do BIS do show e com a introdução acústica de Dave, e não pense que eles pararam por ai, deixaram de lado as músicas novas e foram seguindo só com hits “Monkey Wrench”, “Learn to Fly” e “The Pretender” em sequência, só pra aquecer o público. Na 5ª música eles estrearam o “Concrete And Gold” com o single “The Sky Is a Neighbourhood” que foi um dos momentos mais bonitos do show, em que o público com celulares e isqueiros fizeram as estrelas do clipe. (Grohl disse que o Brasil foi o único lugar até então a realizar essa interação com a música).

Uma coisa legal do show é que a banda está mais participativa na divisão de vocais, Taylor Hawkins cantou a nova música “Sunday Rain” e o cover do Queen “Under Pressure” que teve um fã de 17 anos nas baterias. O guitarrista Chris Shifflet assume o vocal no cover de Alice Cooper com a música “Under My Wheels”. Os cover do show do Foo Fighters viraram algo habitual desde a turnê do “Sonic Highways”, no BIS eles tocaram “Let There Be Rock” do ACDC.

Por ser meu 3º show do Foo Fighters, o show não tem uma fórmula que surpreende, é hit atrás de hit passando por todos os álbuns e você sabe cantar todas as músicas, no mínimo o refrão de todas elas. Grohl e Hawkins são um show a parte pois eles interagem entre eles o tempo todo e possuem uma presença de palco muito única, eu sinceramente não sei como ele consegue gritar por tanto tempo assim e dias seguidos sem perder a voz. (deve ter alguma maldição no chiclete mascado o tempo todo)

Uma chateação dessa turnê foi a passarela do Dave Grohl não estar presente, pois isso realmente ajuda na sua interação com o público ainda mais por ser um show de estádio.

Em resumo, está afim de cantar gritando e pular como se não houvesse o dia de amanhã? Vá ao show do Foo Fighters.

Setlist

  • Everlong
  • Monkey Wrench
  • Learn to Fly
  • The Pretender
  • The Sky Is a Neighborhood
  • Rope
  • Sunday Rain
  • My Hero
  • These Days
  • Walk
  • Breakout
  • Under My Wheels (Alice Cooper cover) (Chris Shiflett on lead vocals)
  • Billie Jean / Blitzkrieg Bop (Songs by Michael Jackson and Ramones. Band introduction)
  • Under Pressure (Queen cover) (Taylor Hawkins on lead vocals)
  • Times Like These
  • Big Me
  • I’ll Stick Around
  • Run
  • All My Life
  • Encore:
  • Wheels
  • This Is a Call
  • Let There Be Rock (AC/DC cover)
  • Best of You

*um ponto de observação, eu esperava muito que fosse haver uma interação entre as bandas, uma vez que Dave já tocou no Queens Of The Stone Age e são amigos muito próximos.

Tenham uma boa vida!

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